Quanto vale um celular dobravel depois de um ano

iPhone dobrável pode perder quase US$1.300 em um ano, diz estudo de revenda

Antes de gastar uma pequena fortuna no celular mais novo do momento, vale parar e fazer uma conta simples: quanto desse dinheiro você ainda vai ter daqui a um ano. A resposta, na maioria dos casos, assusta. E nos dobráveis, ela chega a doer.

Um levantamento da SellCell, plataforma de venda de aparelhos usados nos Estados Unidos, mediu quanto os celulares top de linha valem depois de doze meses de uso. O estudo cruzou modelos de Apple, Samsung, Google, Motorola e OnePlus, e o recado é claro: comprar um carro-chefe novo é, financeiramente, jogar dinheiro pela janela nos primeiros meses.

Conceito de iPhone dobravel aberto mostrando a tela interna
Imagem: reprodução

Dobrável perde mais de 60% do valor em um ano

Os números separam bem os dois mundos. Os celulares de tela rígida, os tradicionais formato "barra", seguram um pouco mais de 40% do preço original depois de um ano. Não é um resultado brilhante, mas é administrável: a perda média fica em torno de US$400 por aparelho.

Os dobráveis contam outra história. Em média eles devolvem só 35,4% do que custaram, ou seja, perdem mais de 64% do valor em doze meses. Em dinheiro, isso significa quase mil dólares evaporando do bolso de quem comprou. A diferença para um top de linha comum passa de US$500, e quem fechou a compra com aquela sensação de novidade no fim acaba pagando caro pela curiosidade.

Conceito de iPhone dobravel fechado visto de cima
Imagem: reprodução

E o tal do iPhone dobrável?

Faz tempo que circula o boato de um primeiro iPhone dobrável, apelidado de iPhone Ultra, que chegaria no segundo semestre ao lado do iPhone 18 Pro, com preço de partida na casa dos US$2.000. A SellCell pegou esse valor e aplicou a depreciação média que os dobráveis sofrem hoje. O resultado é desconfortável.

Se o aparelho seguir o padrão do mercado, depois de um ano ele valeria cerca de US$708 no usado. A perda chega a US$1.292, quase US$1.300, algo perto de oito mil e oitocentos reais que simplesmente somem. É muito dinheiro para um aparelho que ainda nem foi confirmado oficialmente.

Mesmo que a Apple leve para o dobrável a fama de segurar valor que ela tem nos modelos comuns, ainda assim o prejuízo passaria de mil dólares em um ano.

iPhone "barra" continua sendo o mais esperto

Aqui aparece o ponto que mais interessa para quem quer gastar bem. A Apple sempre liderou em valor de revenda, e o iPhone 16 confirma isso: depois de um ano, ele ainda mantém 51,5% do preço original, à frente de Samsung, OnePlus e companhia. Em um mercado onde a maioria perde mais da metade do valor, segurar mais da metade é um feito.

Tem um detalhe técnico que joga contra os dobráveis e não vai mudar tão cedo. A tela flexível é cara e o reparo é complicado, então qualquer defeito pesa muito no valor de revenda. É um problema de hardware, não de marca, e por isso a queda acompanha o formato mesmo quando o logo é da maçã.

Conceito de iPhone dobravel apoiado em modo tenda
Imagem: reprodução

A conta que quase ninguém faz na hora de comprar

Esse estudo deixa uma lição prática para quem vive trocando de celular. O momento mais caro da vida de qualquer smartphone é o primeiro ano, justamente quando ele sai da prateleira como lançamento. Quem compra novo paga essa desvalorização inteira, sozinho.

É por isso que escolher um iPhone que segura bem o valor, e de preferência comprado recondicionado, costuma ser a jogada mais inteligente. O recondicionado já passou pela parte mais pesada da depreciação: você pega um aparelho testado e funcionando por uma fração do preço de tabela, sem bancar aquela queda brutal dos primeiros doze meses. Na Zapcell a gente trabalha justamente com iPhones recondicionados, então em vez de financiar a desvalorização de um lançamento, você entra num modelo que já provou que segura valor.

Antes de pagar caro num lançamento que vai derreter de preço, dá uma olhada nos iPhones recondicionados da Zapcell. Mesmo aparelho útil no dia a dia, sem o tombo dos primeiros doze meses.

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